Veja o que a cafeína pode fazer por um jogador de futebol: |
BENEFÍCIOS » De forma geral, a cafeína ajuda a diminuir a fadiga, o cansaço/preguiça, estimular o sistema nervoso central, aumentar mobilização e queima de gordura, melhorar a contratilidade muscular e diminuir a percepção do esforço (o atleta fica mais resistente); RISCOS » A cafeína pode causar efeitos colaterais em pessoas mais sensíveis, que são: insônia, dor de cabeça, irritação no estômago e intestino e efeito diurético. Em doses muito elevadas, pode causar desidratação, diarréia, tremores e prejuízos na coordenação; NA PRÁTICA » Alguns estudos comprovaram que a cafeína possui um efeito benéfico para jogadores de futebol ao ser capaz de aumentar o tempo de exercício, pico da potência, capacidade de executar sprints (tiros), condução de bola e acurária dos passes, porém, no teste de agilidade, não houve muita melhora; |
FUTEBOL BRASILEIRO » Um estudo realizado aqui no Brasil em 2009 por Guttierres et. al., verificou que os jogadores que consumiram cafeína antes do jogo foram capazes de melhorar a altura atingida no salto vertical, mesmo após o desgaste de uma partida de 90 minutos e também melhoraram a potência de membros inferiores, mais para o grupo que consumiu bebidas com cafeína do que para o grupo que consumiu bebidas só com carboidratos. Essa ação positiva que a cafeína causou na potência dos membros inferiores é importante, afinal, nos momentos finais da partida, os jogadores já estão cansados, fadigados e muitas vezes precisam realizar um gol decisivo. COMO TOMAR? O pico da cafeína se dá 1 hora após sua ingestão (ou seja, tomar de 50 -60 minutos antes do exercício), e as doses variam de 1-5mg por quilo de peso. O ideal é começar com uma dose pequena e aumentar aos poucos. Não é indicado ultrapassar 6mg por kg/dia. Leia o rótulo dos produtos ou tome em cápsulas para ter noção das quantidades ingeridas. ATENÇÃO! Não tome cafeína se você: » For hipertenso (pressão arterial alta); » Tiver algum distúrbio cardíaco (arritmia, má-formação, etc.); » For ansioso demais; » Tiver insônia; » For agitado ou muito preocupado; » Tiver úlcera ou gastrite; » Tiver anemia instalada ou pré-disposição para (a cafeína diminui absorção de ferro). Bons treinos! |
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Cafeína e Futebol
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Cadeia cinética aberta versus cadeia cinética fechada
A postagem de hoje é sobre as cadeias cinéticas. Resolvi aprofundar um pouco a discussão sobre este tema uma vez que as informações disponíveis na internet abordam, em sua maioria, apenas a cadeia cinética fechada em lesões de joelho.
Pois bem, então vamos começar pelo princípio:
Histórico
Inicialmente é importante saber que historicamente, os princípios e conceitos da cinesiologia humana e da biomecânica do movimento evoluiram a apartir do estudo da engenharia mecânica. O conceito de cadeia cinética originou-se em 1955, quando Steindler utilizou teorias de engenharia mecânica de cinemática fechada e conceitos de ligações (links) para descrever a cinesiologia humana. De acordo com este modelo, cada um dos segmentos articulares do corpo envolvidos em um determinado movimento constitui uma ligação ao longo das cadeias cinéticas.
Assim, no caso de uma cadeia cinética fechada, podemos considerar que vários segmentos rígidos sobrepostos estão conectados em uma série de juntas móveis. Este sistema permite o movimento previsível de uma junta baseado no movimento de outras juntas. Na extremidade inferior do corpo humano, cada segmento ósseo pode ser visto como o segmento rígido. De foma similar, as articulações sinoviais talocrural, subtalar , tibiofemoral e coxo-femoral como juntas de conexão. Esta descrição é meio confusa, mas ela refere-se ao modelo utilizado em engenharia e pode ser exemplificado na imagem abaixo. - Se algum engenheiro quiser comentar, sinta-se a vontade.

Aplicando estes conceitos ao movimento humano, Steindler observou que dependendo da carga na “junta terminal”, era possível classificar as cadeias cinéticas em duas categorias distintas: A Cadeia Cinética Aberta (CCA) e a Cadeia Cinética Fechada (CCF). Ele observou que o recrutamento muscular e o movimento das articulações eram diferentes quando o pé ou a mão estavam livres e quando o pé ou a mão estavam fixados (ou ao trabalhar contra resistência considerável).
Sempre que o pé ou a mão encontram resistência ou estão fixados, como na cadeia cinética fechada, os movimentos dos segmentos mais proximais ocorrem em um padrão previsível. Se o pé ou a mão se movem livremente no espaço em uma cadeia aberta, os movimentos que ocorrem em outros segmentos da cadeia não são necessariamente previsíveis.
Tradicionalmente, os protocolos de fortalecimento em reabilitação utilizam exercícios em CCA como, por exemplo a flexão e extensão de joelho com o paciente sentado e com carga. Mas apesar da popularidade atual dos exercícios em CCF, devemos enfatizar que tantos os exercícios em CCA quanto CCF tem seu papel no processo de reabilitação.
CADEIA CINÉTICA ABERTA
Um movimento em CCA é definido como aquele que ocorre quando o segmento distal de uma extremidade move-se livremente no espaço, resultando no movimento isolado de uma articulação (ex: a perna se movimentando na fase de balanço da marcha, o ato de chutar uma bola, o aceno de mão ou o ato de levar um copo a boca para beber água ).
CADEIA CINÉTICA FECHADA
Um movimento em CCF é definido como aquele nas quais as articulações terminais encontram resistência externa considerável a qual impede ou restringe sua movimentação livre.
Exemplos de atividades de CCF dos MMSS são: o exercício de flexão de braço, a utilização dos braços para se levantar de uma cadeira, o apoio dos membros superiores durante a a marcha com muletas. Exemplos de atividades de CCF dos MMII: descer escadas, leg press e agachamentos.
EXERCÍCIOS EM CADEIA CINÉTICA ABERTA VERSUS CADEIA CINÉTICA FECHADARecentemente, o conceito de CCF tem recebido considerável atenção como técnica de reabilitação eficiente e útil, particularmente na reabilitação dos membros inferiores.Ambas CCA e CCF oferecem vantagens e desvantagens distintas no processo de reabilitação. A escolha em se usar uma ou outra vai depender do objetivo de tratamento.
Características dos exercícios em CCF incluem forças compressivas articulares aumentadas, aumento da congruência articular e portanto maior estabilidade, redução das forças de cisalhamento, redução das forças de aceleração, forças de resistência aumentadas, estimulação dos proprioceptores e melhoria da estabilidade dinâmica. Todas estas características estão associadas ao suporte de peso. Assim, atividades em CCF ajudam a reforçar a sincronização dos padrões de ativação muscular tanto para agonistas quanto para antagonistas, que se ativam durante estabilização e deambulação.
Entre as características dos exercícios em CCA estão: forças de aceleraçãomaiores, forças de distração e rotacionais mais intensas, forças concêntricas de aceleração e forças de desaceleração excêntricas. Estas são em geral características de atividades sem descarga de peso.
A partir de uma perspectiva biomecânica, acredita-se que exercícios em CCF sejam mais seguros e que produzam forças potencialmente menos danosas a estruturas em processo de reparo pós lesão do que os exercícios em CCA.
A coativação ou co-contração de músculos agonistas e antagonistas deve ocorrer durante os movimentos normais para gerar estabilização articular. A co-contração que ocorre durante atividades em CCF diminuem as forças de cisalhamento que agem sobre a articulação, assim protegendo os tecidos moles em processo de recuperação, os quais de outra forma poderiam ser danificados em atividades em CCA.
Também argumenta-se que atividades em CCF, particularmente nos membros Inferiores seriam mais funcionais do que as CCA pelo fato de envolverem descarga de peso.
Com exercícios em CCA, o movimento geralmente é isolado em uma única articulação. Atividades em CCA teriam como inidcação exercícios para aumentar força ou amplitude de movimento. Eles podem ser aplicados em uma única articulação manualmente, como nos exercícios de PNF ou por meio de alguma resistência externa utilizando therabands.
A preferência em realizar atividades em CCF sobre a CCA é baseada na premissa de que exercícios em cadeias cinéticas fechadas, particularmente nos membros inferiores parecem replicar tarefas funcionais melhor do que as CCA . Isto porque a CCF parece permitir toda uma cadeia muscular se exercitar ao mesmo tempo. Além disso, exercícios em CCF demonstraram melhorar a congruência articular, diminuir as forças de cisalhamento e estimular os mecanoceptores articulares utilizando carga axial e aumento de forças compressivas sobre a articulação.
Entretanto, é importante ressaltar que a vasta maioria das atividades funcionais envolve uma combinação das cadeias cinéticas abertas e fechadas, muito mais do que meramente uma ou outra. Assim, atividades funcionais são melhor vistas como parte de um continuum entre ações de cadeias abertas e fechadas que se alternam e complementam para gerar o movimento normal.
RESUMO DA ÓPERA:As seguintes características são comuns a atividades em Cadeia Cinética Fechada:
(1) Interdependência do movimento articular (Ex: flexão de joelho depende da dorsiflexão do tornozelo).(2) O movimento ocorre proximal e distal ao eixo da articulação de modo previsível (ex: flexão de joelho é acompanhada pela flexão, rotação interna e adução de quadril, e pela dorsiflexção de tornozelo e rotação interna da tíbia).
(3) As contrações musculares são predominantemente excêntricas, associada a estabilização dinâmica muscular sob a forma de co-contração.(4) Presença de maiores forças de compressão articular resultando em menor cisalhamento e estabilização articular garantida pela maior congruência articular.
(5) Maior estímulo proprioceptivo devido ao maior número de mecanoceptores estimulados.
As seguintes características são comuns a atividades em Cadeia Cinética Aberta:
(1) Independência do movimento articular (ex: a flexão do joelho independe da posição do tornozelo).
(2) Movimento ocorrendo no eixo distal da articulação (ex: o resultado da flexão de joelho é apenas o movimento da perna).
(3) Contrações musculares predominantemente concêntricas.
(4) Ativação dos mecanoceptores limitada à articulação em movimento e estruturas
próximas.
REFERÊNCIAS
Closed kinetic chain exercise: a comprehensive guide to multiple joint exercise
Orthopedic examination, evaluation, and intervention
Techniques in musculoskeletal rehabilitation
Therapeutic exercise: moving toward function
sexta-feira, 18 de março de 2011
Bioquímica no futebol Entender o funcionamento do corpo é fundamental para quem trabalha com ele
Entender o funcionamento do corpo é fundamental para quem trabalha com ele.
Conhecer e entender o funcionamento do corpo humano é um ponto fundamental para a evolução de seu condicionamento. Diante de uma planificação do consumo energético, torna-se mais fácil a elaboração de um programa de gasto calórico e até de nutrição para atender às demandas específicas do atleta e possibilitar uma preparação que não acarrete uma perda de rendimento no longo prazo.
Conhecer e entender o funcionamento do corpo humano é um ponto fundamental para a evolução de seu condicionamento. Diante de uma planificação do consumo energético, torna-se mais fácil a elaboração de um programa de gasto calórico e até de nutrição para atender às demandas específicas do atleta e possibilitar uma preparação que não acarrete uma perda de rendimento no longo prazo.
Um mesmo problema em dois atletas pode ter origens absolutamente diferentes. Há várias possibilidades de desequilíbrios que podem afetar o corpo humano de uma mesma maneira, e por isso o estudo da bioquímica corporal é cada vez mais importante. Uma análise precisa sobre os processos químicos de um atleta é a base para a criação de um treinamento totalmente individualizado e eficiente.
Durante o exercício físico, aumenta o consumo muscular de ATP e oxigênio. Além disso, o aporte de oxigênio pelo fluxo sangüíneo muscular diminui por conta da contração muscular e da conseqüente diminuição de espaço nos vasos que nutrem a musculatura.
Para se proteger da queda no aporte de sangue, o músculo tem um estoque de oxigênio na mioglobina, uma proteína que contém ferro hêmico. Já a proteção contra o déficit de ATP compreende mecanismos de geração anaeróbia de ATP, que pode ser feita por meio de creatina-fosfato (primária) ou de fermentação láctica (parcial).
Problemas nesses processos de fornecimento de ATP e oxigênio podem ser decisivos para as lesões. Por conta disso, a bioquímica tem a responsabilidade de acompanhar o andamento das reações químicas no organismo de forma multidimensional, com a possibilidade de encontrar disfunções no equilíbrio fisiológico e até de prevenir problemas físicos.
O trabalho da bioquímica no esporte de alto rendimento compreende a realização de exames preventivos que podem ser complementares ou até antecipar o resultado de diagnósticos pelos meios tradicionais. Por conta disso, é importante que a bioquímica tenha uma atuação interdisciplinar nas comissões técnicas, com suporte a disciplinas como a fisiologia, a preparação física e a nutrição.
Um atleta que tem dieta rica em proteínas, por exemplo, pode ter problemas de desidratação por conta da falta de carboidratos. Portanto, uma análise bioquímica pode concluir que o alto consumo de água não é suficiente para evitar que ele tenha uma queda de rendimento.
A energia contida nos alimentos é medida em calorímetros, que são aparelhos destinados a avaliar o calor ou energia de combustão da soma de CO2 e H2O. Nesses aparelhos, carboidratos geram 4 kcal/g e gorduras fornecem 9 kcal/g.
O consumo de carboidratos é contínuo, mas os estoques corporais são limitados a menos de 1% da massa corporal e a síntese de glicose é feita a partir de proteínas (glicogênese). A depleção do glicogênio do fígado causa hipoglicemia e a depleção do glicogênio muscular causa fadiga muscular.
As gorduras são oxidadas por via exclusivamente aeróbica. A metabolização da gordura gera corpos cetônicos, Cetose e até cetoacidose. A oxidação da gordura consome mais de 400 ATP por molécula de gordura metabolizada.
Todo esse conhecimento acerca do fornecimento de energia para as células só é possível por conta do desenvolvimento da bioquímica. Portanto, essa área acaba funcionando como um suporte importante para a manutenção do bom rendimento e do bom desempenho dos atletas.
Contudo, o meio do futebol ainda tem certa resistência quanto à bioquímica. Por ser uma área extremamente nova, existe uma distância entre o que é produzido nas universidades e o que é apresentado nos clubes, normalmente defasado. Além disso, a diferença de discurso entre os dois setores corrobora esse distanciamento entre o acadêmico e o prático.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Comer ou não comer, eis a questão
Não dá para evitar: depois das festas de fim de ano em que banquetes são preparados com todo carinho, o peso na consciência e a própria saúde obrigam todos a começarem o novo ano com um plano para perder peso. Por isso mesmo, reiniciar o regime ou praticar mais esportes são geralmente as medidas adotadas nos primeiros dias de janeiro.
A situação não é diferente com os jogadores de futebol, já que muitos deles voltam aos treinos com alguns quilos a mais depois do Natal e do Réveillon. Alguns são mais propensos que outros a ganhar peso, e por isso determinados clubes resolveram assumir uma postura mais ativa sobre o assunto.
O Corinthians, por exemplo, reuniu os jogadores antes das férias e entregou um plano alimentar personalizado para cada um a fim de que o tempo longe dos gramados tivesse o menor impacto possível sobre a condição física. Em comum entre todos os planos, uma coisa: não ingerir muitos carboidratos, especialmente à noite. Além disso, o preparador físico recomendou a participação nos famosos amistosos de fim de ano, porque assim os jogadores trabalhariam um pouco da parte física e queimariam os excessos. Se o projeto funcionou, saberemos em breve.
Punições
Outros clubes são ainda mais rígidos e decidem punir financeiramente os jogadores menos controlados. Há um ano, o Frankfurt da Alemanha radicalizou: cada atleta passou a ter meio quilo de tolerância em relação ao peso ideal. Acima disso, cada cem gramas extras custariam uma multa na mesma quantidade de euros. E ai de quem passasse dois quilos — o sobrepeso custaria simplesmente três mil euros.
Porém, o relacionamento entre jogador e comida precisa ser regulado durante o ano todo, pois o rendimento no trabalho depende diretamente da forma física. A briga com a balança é mais dura depois das férias ou nos períodos de lesão, quando a inatividade reduz a queima de calorias. Não à toa, o sul-africano Benni McCarthy teve de pagar caro, 80 mil libras ao West Ham no início desta temporada depois de descumprir os prazos definidos para alcançar o peso ideal.
A situação não é diferente com os jogadores de futebol, já que muitos deles voltam aos treinos com alguns quilos a mais depois do Natal e do Réveillon. Alguns são mais propensos que outros a ganhar peso, e por isso determinados clubes resolveram assumir uma postura mais ativa sobre o assunto.
O Corinthians, por exemplo, reuniu os jogadores antes das férias e entregou um plano alimentar personalizado para cada um a fim de que o tempo longe dos gramados tivesse o menor impacto possível sobre a condição física. Em comum entre todos os planos, uma coisa: não ingerir muitos carboidratos, especialmente à noite. Além disso, o preparador físico recomendou a participação nos famosos amistosos de fim de ano, porque assim os jogadores trabalhariam um pouco da parte física e queimariam os excessos. Se o projeto funcionou, saberemos em breve.
Punições
Outros clubes são ainda mais rígidos e decidem punir financeiramente os jogadores menos controlados. Há um ano, o Frankfurt da Alemanha radicalizou: cada atleta passou a ter meio quilo de tolerância em relação ao peso ideal. Acima disso, cada cem gramas extras custariam uma multa na mesma quantidade de euros. E ai de quem passasse dois quilos — o sobrepeso custaria simplesmente três mil euros.
Porém, o relacionamento entre jogador e comida precisa ser regulado durante o ano todo, pois o rendimento no trabalho depende diretamente da forma física. A briga com a balança é mais dura depois das férias ou nos períodos de lesão, quando a inatividade reduz a queima de calorias. Não à toa, o sul-africano Benni McCarthy teve de pagar caro, 80 mil libras ao West Ham no início desta temporada depois de descumprir os prazos definidos para alcançar o peso ideal.
Não é fácil resistir às tentações da mesa e, por isso, é compreensível o ataque de rebeldia do atacante inglês Carlton Cole diante do controle rígido do treinador Fabio Capello. No lugar do peixe com fritas e ketchup, o italiano decidiu implantar uma dieta mediterrânea para os seus comandados da seleção inglesa. "Era de morrer", relembra Cole. "Eu precisava de algo na massa e, em uma das viagens, levei um saquinho de molho, mas não voltarei a fazer isso."
Na Copa do Mundo da FIFA 2006, o treinador alemão Jürgen Klinsmann foi menos estrito. Ele pediu que os jogadores mantivessem uma dieta saudável, mas sem proibições em excesso. Assim, Lukas Podolski não deixou de comer o eventual saquinho de batatas fritas que ele tanto gosta, mas tratou de correr em dobro para não ter problemas mais tarde.
Luxo na concentração
A comissão técnica da Espanha também não parece pegar tanto no pé dos jogadores. O capitão Iker Casillas conseguiu até mesmo convencer os médicos de que alguns hambúrgueres em dia de festa não fariam mal. Na verdade, os espanhóis têm poucos motivos para reclamação, já que contam com um maestro dos fogões há cerca de 20 anos: o cozinheiro Xabier Arbizu trabalha diretamente com a equipe médica para oferecer um cardápio saudável sem deixar de lado o toque saboroso da cozinha do norte da Espanha.
A comissão técnica da Espanha também não parece pegar tanto no pé dos jogadores. O capitão Iker Casillas conseguiu até mesmo convencer os médicos de que alguns hambúrgueres em dia de festa não fariam mal. Na verdade, os espanhóis têm poucos motivos para reclamação, já que contam com um maestro dos fogões há cerca de 20 anos: o cozinheiro Xabier Arbizu trabalha diretamente com a equipe médica para oferecer um cardápio saudável sem deixar de lado o toque saboroso da cozinha do norte da Espanha.
"É necessário ensinar o jogador de futebol a comer desde pequeno", diz o cozinheiro, que já trabalhou com as seleções sub-17 e sub-20. "Muita massa, verduras na grelha. A comida se repete muito. Os jogadores preferem carne de gado e frango. As sobremesas e frutas, sempre descascadas, também aparecem bastante. Para as comemorações especiais em casa, eu recomendo um bom peixe grelhado ou ao vapor."
Novos tempos
O futebol está cada vez mais profissional, e ninguém deixa nada ao azar. Especialistas nas mais diversas áreas analisam e planejam tudo o que está relacionado ao jogador, e não é raro ver um psicólogo ou nutricionista trabalhando na comissão técnica. O treinador Vicente del Bosque, que foi jogador profissional na década de 1970, conhece bem a evolução.
Novos tempos
O futebol está cada vez mais profissional, e ninguém deixa nada ao azar. Especialistas nas mais diversas áreas analisam e planejam tudo o que está relacionado ao jogador, e não é raro ver um psicólogo ou nutricionista trabalhando na comissão técnica. O treinador Vicente del Bosque, que foi jogador profissional na década de 1970, conhece bem a evolução.
"Os hábitos mudaram", diz o técnico da Espanha. "Antes nós comíamos quase de tudo, mas agora os jogadores quase não fogem do que é mais conveniente e estão mais conscientes, o que é absolutamente necessário para as exigências do futebol atual e fundamental para o rendimento individual. Precisamos considerar a nutrição uma parte a mais do treinamento. Hábitos corretos de alimentação permitem treinos intensos e um melhor rendimento."
Mesmo dentro da rigidez recomendada aos jogadores de elite, sempre fica uma margem para os gostos mais pessoais, e Arbizu não deixa de mimar os garotos da seleção. "Pepe Reina gosta da carne praticamente crua, e Gerard Piqué gosta bem passada", revela. "Mas não há esquisitices, porque o médico define uma linha e é necessário segui-la."
Mesmo dentro da rigidez recomendada aos jogadores de elite, sempre fica uma margem para os gostos mais pessoais, e Arbizu não deixa de mimar os garotos da seleção. "Pepe Reina gosta da carne praticamente crua, e Gerard Piqué gosta bem passada", revela. "Mas não há esquisitices, porque o médico define uma linha e é necessário segui-la."
ENERGÉTICOS: EFICÁCIA E SEGURANÇA EM XEQUE
O consumo de energéticos, muito popular entre jovens, tem causado preocupação crescente entre cientistas. A combinação de ingredientes desses produtos foi analisada por pesquisadores das universidades do Texas e de Queensland (Austrália). Agora, o grupo questiona não só a eficácia, mas também a segurança de ingerir essas bebidas.
Em um artigo publicado na revista “The Mayo Clinic Proceedings”, os cientistas alertam para o alto nível de cafeína contido nos energéticos. De acordo com o texto, o consumo demasiado dessas bebidas poderia provocar danos sobre a pressão arterial, frequência cardíaca e função cerebral de consumidores mais vulneráveis àquela substância.
A equipe, liderada por John Higgins, destaca registros de convulsões associadas ao uso de energéticos. O trabalho cita, também, o caso de um jovem saudável de 28 anos que sofreu uma parada cardíaca após um dia de corrida de motocross. Em outro trecho, é lembrada a história de um adolescente de 18 anos, que morreu jogando basquete após beber duas latas de um energético. Ele também não apresentava problemas de saúde.
“Adolescentes e jovens adultos, atletas ou sedentários, estão consumindo energéticos em uma taxa alarmante”, escreveu Higgins. “Precisamos determinar se o uso desses produtos, a longo prazo, vai provocar efeitos deletérios”.
Coautor do estudo, o fisiologista do exercício Troy Tuttle contou ver muitos participantes de equipes esportivas recorrerem a energéticos em vez de isotônicos. O que, para ele, é um erro: “Os isotônicos são basicamente água com açúcar e eletrólitos. Os energéticos contêm uma grande quantidade de ingredientes, muitos ainda não pesquisados, especialmente quando combinados”.
João Carlos Bouzas, professor do Laboratório de Performance Humana da Universidade Federal de Viçosa, assegura que a troca de um produto pelo outro não surte efeito.
— Se houvesse qualquer comprovação de que o energético tem alguma propriedade para melhorar o desempenho atlético, ele estaria na lista de dopagem do Comitê Olímpico Internacional — explica.
Para o fisiologista Turíbio Leite de Barros, coordenador do Centro de Estudos em Medicina da Atividade Física e do Esporte, o energético tem sido usado como “bode expiatório”:
— A única substância que exige cautela num energético é a cafeína — avalia. — E cada lata tem 80 miligramas dela, uma dosagem oito vezes menor do que a permitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para venda de um produto. O energético é um bode expiatório porque muitos atribuem a ele a culpa que pertence a outras substâncias consumidas pelo mesmo público, como o álcool.
Neurociência: A relação entre o Ômega-3 e a sinalização cerebral
Uma dieta baixa em ácidos graxos ômega-3 – normalmente encontrados em óleos de peixes – tem sido associada a transtornos de humor. Para encontrar uma ligação molecular, Sophie Laye, na Universidade de Bordéus, em França, Olivier Manzoni no Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica em Marselha e seus colegas alimentaram ratos com uma dieta que era rica ou pobre em ômega-3. Em seguida observaram a capacidade dos neurônios no córtex pré-frontal, uma região do cérebro responsável em mediar o comportamento emocional, para alterar a força de suas conexões – um processo conhecido como plasticidade sináptica. Os autores focaram em moléculas sinalizadoras lipídicas chamadas de endocanabinóides e seus receptores, que estão envolvidos neste processo.
Eles descobriram que camundongos cuja dieta era pobre em ômega-3 apresentaram níveis mais baixos de gorduras, e reduzida plasticidade sináptica, no córtex pré-frontal. Isto foi devido a dissociação dos receptores de canabinóides de certas proteínas que normalmente se ligam a eles. Camundongos alimentados com dieta pobre em omega-3 também mostraram sinais comportamentais de depressão e ansiedade.
Estudo Completo( em Inglês) clique aqui
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Avaliação de sessões de treinos contínuo e intervalado em atletas de futebol
Futebol é um esporte intermitente, com momentos de alta intensidade seguidos de ações de baixa intensidade, sendo que alguns indicadores estão sendo empregados para um maior controle do treinamento. Desta maneira o presente estudo objetiva investigar as respostas da massa corporal, da freqüência cardíaca, do lactato sérico e da percepção subjetiva de esforço em futebolistas numa sessão de treino contínuo e numa sessão de treino intervalado.
Foram avaliados 10 atletas de futebol universitários com média de idade de 20,00 + 2,21 anos. Os atletas foram submetidos ao seguinte protocolo: teste cardiopulmonar (TCP); sessão de treino contínuo de duração de 40 minutos na intensidade do limiar ventilatório; e sessão de treino intervalado, que consistia de tiros de velocidade de 10, 20 e 30 metros com 30, 45 e 60 segundos de corrida de baixa intensidade entre eles, foi verificada da massa corporal pré e pós sessões, monitorizada a freqüência cardíaca durante os dois protocolos, determinado o lactato sérico antes, no primeiro, no terceiro e quinto minuto após as sessões de treino, utilizada a escala de Borg para percepção subjetiva do esforço (PSE) e a escala Foster para controle intensidade de treino.
Quanto à análise estatística, para testar a normalidade foi utilizado o teste de Shapiro-Wilks. Para comparação entre as sessões de treino utilizou-se o t Student para dados paramétrcos, e o teste Wilcoxon para dados não paramétricose e o teste de Friedman para comparação intra sessões de treino. Na sessão contínua a zona da freqüência cardíaca predominante foi de 81-90% da freqüência cardíaca máxima, na sessão intervalada foi de 91-100%, o lactato sérico apresentou valores significantemente maiores na sessão intervalada (4,87 mmol/l) em relação à contínua (3,39 mmol/l) nos momentos pós e a percepção subjetiva do esforço pela escala de BORG não apresentou diferença significante entre as sessões.
Os resultados sugerem uma maior intensidade de esforço na sessão intervalada em relação à sessão contínua, devido aos maiores valores da freqüência cardíaca e lactato sérico, embora a PSE não tenha apresentado diferença, o que pode ser devido a uma maior adaptação dos jogadores a sessão intervalada, já que esta reflete uma maior proximidade com as ações realizadas durante o jogo. Portanto, o treinamento intervalado para jogadores de futebol universitários mostrou-se mais apropriado em decorrência da especificidade da modalidade.
Foram avaliados 10 atletas de futebol universitários com média de idade de 20,00 + 2,21 anos. Os atletas foram submetidos ao seguinte protocolo: teste cardiopulmonar (TCP); sessão de treino contínuo de duração de 40 minutos na intensidade do limiar ventilatório; e sessão de treino intervalado, que consistia de tiros de velocidade de 10, 20 e 30 metros com 30, 45 e 60 segundos de corrida de baixa intensidade entre eles, foi verificada da massa corporal pré e pós sessões, monitorizada a freqüência cardíaca durante os dois protocolos, determinado o lactato sérico antes, no primeiro, no terceiro e quinto minuto após as sessões de treino, utilizada a escala de Borg para percepção subjetiva do esforço (PSE) e a escala Foster para controle intensidade de treino.
Quanto à análise estatística, para testar a normalidade foi utilizado o teste de Shapiro-Wilks. Para comparação entre as sessões de treino utilizou-se o t Student para dados paramétrcos, e o teste Wilcoxon para dados não paramétricose e o teste de Friedman para comparação intra sessões de treino. Na sessão contínua a zona da freqüência cardíaca predominante foi de 81-90% da freqüência cardíaca máxima, na sessão intervalada foi de 91-100%, o lactato sérico apresentou valores significantemente maiores na sessão intervalada (4,87 mmol/l) em relação à contínua (3,39 mmol/l) nos momentos pós e a percepção subjetiva do esforço pela escala de BORG não apresentou diferença significante entre as sessões.
Os resultados sugerem uma maior intensidade de esforço na sessão intervalada em relação à sessão contínua, devido aos maiores valores da freqüência cardíaca e lactato sérico, embora a PSE não tenha apresentado diferença, o que pode ser devido a uma maior adaptação dos jogadores a sessão intervalada, já que esta reflete uma maior proximidade com as ações realizadas durante o jogo. Portanto, o treinamento intervalado para jogadores de futebol universitários mostrou-se mais apropriado em decorrência da especificidade da modalidade.
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